domingo, 13 de maio de 2012

Rubem Alves: Aprendizagem é prazer

"Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas..."
 Para esse pensador, o educador deve levar em conta os desejos, as fantasias, em fim, o interior de cada criança. Ao invés disso, a criança é vista como um meio de desenvolvimento da sociedade e na sala de aula, muitas vezes, elas são domesticadas visando a utilidade social. Com uma visão centrada em produtividade, na maioria das vezes, os professores e até mesmo os próprios pais encaram os brinquedos como algo inútil, mas não leva em conta o prazer da criança. Para ele, é só do prazer que surge a disciplina e a vontade de aprender, já que só aprendemos aquelas coisas que nos dão prazer. O esquecimento, a recusa em aprender é, portanto, uma demonstração de inteligência; é a forma que tem a cabeça em de preservar a saúde quando o desagradável é despejado lá dentro.
Este educador diz que o professor deve causar espanto, curiosidade na criança ou adolescente, e não dar respostas prontas, pois elas estão nos livros e na internet. O professor que causa a curiosidade em seus alunos, acaba desenvolvendo o gosto destes pela leitura. Hoje, ele é psicanalista e escreve contos para crianças. 

Veja no you tube o que ele diz nessa entrevista sobre a postura ideal do professor: 
http://www.youtube.com/watch?v=_OsYdePR1IU&feature=related&noredirect=1


                         Maurício Tragtenberg: A Educação Libertária



"Na escola, ser observado, olhado, contado detalhadamente passa a ser um meio de controle, de dominação, um método para documentar individualidades. A criação desse campo documentário permitiu a entrada do indivíduo no campo do saber e, logicamente, um novo tipo de poder emergiu sobre os corpos”.
      
          O pensamento de Tragtenberg na educação mostra os limites da escola como instituição disciplinadora e burocrática e as possibilidades da autogestão pedagógica como iniciação à autogestão social. A burocracia escolar é poder, repressão e controle. Critica tanto os países capitalistas quanto os socialistas que desencantaram a beleza e a riqueza do mundo e introduziram a racionalização sem sentido humano. A burocracia perverte as relações humanas, gerando o conformismo e a alienação.
         As propostas de tragtenberg mostram as possibilidades de organização das lutas das classes subalternas e de participação política do trabalhador na empresa e na escola visando a reeducação dos próprios trabalhadores em geral e dos trabalhadores em geral e dos trabalhadores em educação.
         A peculiaridade da pedagogia libertária se expressa pelo questionamento de toda e qualquer relação de poder estabelecida no processo educativo e das estruturas que proporcionam as condições para que estas relações se reproduzam no cotidiano das instituições escolares. É de conhecimento geral, a tese de que a interação entre os diversos personagens que atuam no espaço escolar reproduzem as relações sociais predominantes na sociedade. Deste ponto de vista, Tragtenberg se coloca a seguinte questão: “Conhecer como essas relações se processam e qual o pano de fundo de ideias e conceitos que permitem que elas se realizem de fato”. Sua análise busca aprender como a escola atua enquanto “poder disciplinador”, pois, conforme afirma o filósofo Michael Foucault, “a escola é o espaço onde o poder disciplinador produz saber”. (TRAGTRENBERG, 1995, 40)
         Principais Obras: Administração, poder e ideologia (1980); Sobre educação, política e ideologia (1982) e Burocracia e ideologia (1974).

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