"Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas..."
Para esse pensador, o educador deve
levar em conta os desejos, as fantasias, em fim, o interior de cada criança. Ao
invés disso, a criança é vista como um meio de desenvolvimento da sociedade e
na sala de aula, muitas vezes, elas são domesticadas visando a utilidade
social. Com uma visão centrada em produtividade, na maioria das vezes, os
professores e até mesmo os próprios pais encaram os brinquedos como algo
inútil, mas não leva em conta o prazer da criança. Para ele, é só do prazer que
surge a disciplina e a vontade de aprender, já que só aprendemos aquelas coisas
que nos dão prazer. O esquecimento, a recusa em aprender é, portanto, uma
demonstração de inteligência; é a forma que tem a cabeça em de preservar a
saúde quando o desagradável é despejado lá dentro.
Este educador diz que o professor deve causar espanto, curiosidade na criança ou adolescente, e não dar respostas prontas, pois elas estão nos livros e na internet. O professor que causa a curiosidade em seus alunos, acaba desenvolvendo o gosto destes pela leitura. Hoje, ele é psicanalista e escreve contos para crianças.
Este educador diz que o professor deve causar espanto, curiosidade na criança ou adolescente, e não dar respostas prontas, pois elas estão nos livros e na internet. O professor que causa a curiosidade em seus alunos, acaba desenvolvendo o gosto destes pela leitura. Hoje, ele é psicanalista e escreve contos para crianças.
Veja no you tube o que ele diz nessa entrevista sobre a postura ideal do
professor:
http://www.youtube.com/watch?v=_OsYdePR1IU&feature=related&noredirect=1
Maurício Tragtenberg: A Educação Libertária
"Na escola,
ser observado, olhado, contado detalhadamente passa a ser um meio de controle,
de dominação, um método para documentar individualidades. A criação desse campo
documentário permitiu a entrada do indivíduo no campo do saber e, logicamente,
um novo tipo de poder emergiu sobre os corpos”.
O pensamento de Tragtenberg na educação mostra
os limites da escola como instituição disciplinadora e burocrática e as possibilidades
da autogestão pedagógica como iniciação à autogestão social. A burocracia
escolar é poder, repressão e controle. Critica tanto os países capitalistas
quanto os socialistas que desencantaram a beleza e a riqueza do mundo e
introduziram a racionalização sem sentido humano. A burocracia perverte as
relações humanas, gerando o conformismo e a alienação.
As propostas de tragtenberg mostram as
possibilidades de organização das lutas das classes subalternas e de
participação política do trabalhador na empresa e na escola visando a
reeducação dos próprios trabalhadores em geral e dos trabalhadores em geral e
dos trabalhadores em educação.
A peculiaridade da pedagogia
libertária se expressa pelo questionamento de toda e qualquer relação de poder
estabelecida no processo educativo e das estruturas que proporcionam as
condições para que estas relações se reproduzam no cotidiano das instituições
escolares. É de conhecimento geral, a tese de que a interação entre os diversos
personagens que atuam no espaço escolar reproduzem as relações sociais
predominantes na sociedade. Deste ponto de vista, Tragtenberg se coloca a
seguinte questão: “Conhecer como essas relações se processam e qual o pano de
fundo de ideias e conceitos que permitem que elas se realizem de fato”. Sua
análise busca aprender como a escola atua enquanto “poder disciplinador”, pois,
conforme afirma o filósofo Michael Foucault, “a escola é o espaço onde o poder
disciplinador produz saber”. (TRAGTRENBERG, 1995, 40)
Principais Obras: Administração, poder
e ideologia (1980); Sobre educação, política e ideologia (1982) e Burocracia e
ideologia (1974).


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