No
Brasil Rui Barbosa foi quem introduziu as ideias da escola nova em
1882, destacaram especialmente após a divulgação do manifesto dos
pioneiros da educação nova Anísio Teixeira e Fernando de Azevedo. O
manifesto surgiu em uma época de conflito entre os adeptos da Escola
Renovada e os católicos conservadores, que detinham o monopólio da
educação elitista e tradicional.
O pensamento
pedagógico brasileiro começa a ter autonomia apenas com o
desenvolvimento das teorias da Escola Nova. A criação da Associação
Brasileira de Educação (ABE), em 1924, foi fruto do projeto liberal da
educação, como um grande otimismo pedagógico antes disso, nossa
pedagogia era reproduzida pelo pensamento religioso medieval.
O movimento
anarquista também teve interesse na educação no início do século. Para
os anarquistas, a educação não era o principal agente desencadeador do
processo revolucionário, mas seriam necessárias mudanças na mentalidade
das pessoas para que a revolução social fosse alcançada.
No início da
década de 90 , o discurso pedagógico foi enriquecido com temas como a
diversidade cultural, diferenças étnicas e de gênero, ganham espaço.
A título de síntese, o pensamento pedagógico brasileiro tem sido defendido por duas tendências gerais: a liberal e a progressista.
O Pensamento Pedagógico Brasileiro Progressista
Os educadores e
teóricos da educação progressista defendem o envolvimento da escola na
formação de um cidadão crítico e participante da mudança social. Segundo
Libâneo, a pedagogia progressista designa as tendências que, partindo
de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente
as finalidades sociopolíticas da educação.
Tendências Progressista Libertadora
As tendências
progressistas libertadora e libertária têm, em comum, da autogestão
pedagógica e o antiautoritarismo. A escola libertadora também conhecida
como a pedagogia de Paulo Freire, vincula a educação à luta e
organização de classe do oprimido. No contexto da luta de classes, o
saber mais importante para o oprimido é a descoberta da sua situação de
oprimido, a condição para se libertar da exploração política e
econômica, através da elaboração da consciência crítica passo a passo
com sua organização de classe. Por isso, a pedagogia libertadora
ultrapassa os limites da pedagogia, situando-se também no campo da
economia, da pol´tica e das ciências sociais, conforme Gadotti.
Tendência Progressista Libertária
A escola
progressista libertária parte do pressuposto de que somente o vivido
pelo educando é incorporado e utilizado em situações novas, por isso o
saber sistematizado só terá relevância se for possível seu uso prático.
Visa a favorecer o desenvolvimento de pessoas mais livres. . No ensino
da língua, procura valorizar o texto produzido pelo aluno, além da
negociação de sentidos na leitura
Diferentemente da
libertadora e libertária a Tendência Progressista Crítico-Social dos
Conteúdos, admite-se o princípio da aprendizagem significativa, partindo
do que o aluno já sabe. A transferência da aprendizagem só se realiza
no momento da síntese, isto é, quando o aluno supera sua visão parcial e
confusa e adquire uma visão mais clara e unificadora. A atuação da
escola consiste na preparação do aluno para o mundo adulto, visando a
participação organizada e ativa na democratização da sociedade.



